Ser professor é cuidar da aprendizagem do estudante
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17344Palavras-chave:
Formação docente, Educação em e para os Direitos Humanos, EAPEResumo
O artigo discute a condição contemporânea da docência, tomando como eixo a tese de que ser professor é, antes de tudo, cuidar da aprendizagem do estudante e de sua autoria, e não apenas transmitir conteúdos. Com base em dados internacionais (TALIS, PISA, BID) e nacionais (Censo Escolar, Anuário Brasileiro da Educação Básica, PNAD), analisa-se a crise de atratividade, a precarização dos vínculos e a “tsunamização” da Educação a Distância privada na formação inicial, articulando esse cenário à emergência da inteligência artificial como dispositivo de radicalização do instrucionismo. No plano empírico, além dos dados estatístico, o texto focaliza a Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (EAPE), responsável pela formação continuada da rede pública de Brasília-DF, capital do Brasil, examinando quantitativos de oferta, taxas de participação e desistência, bem como narrativas de docentes e formadores/as. A partir desse duplo movimento teórico-empírico, argumenta-se que a formação docente, inicial e continuada, só se torna politicamente relevante quando assume a Educação em e para os Direitos Humanos e os Saberes Críticos como horizonte, enfrentando desigualdades de raça, gênero, classe, território e os efeitos do neoliberalismo educacional. O artigo conclui que políticas como a EAPE podem operar como laboratórios públicos de autoria docente e transformação, desde que disputem a centralidade da aprendizagem crítica frente à lógica massificada e mercantilizada de formação.
Downloads
Enviado
Postado
Como Citar
Série
Copyright (c) 2026 Cristiano de Souza Calisto, Pedro Demo

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Plaudit
Declaração de dados
-
Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito
-
Os dados de pesquisa estão disponíveis sob demanda, condição justificada no manuscrito
-
Os dados de pesquisa não podem ser disponibilizados publicamente
- Os dados da pesquisa não podem ser disponibilizados publicamente porque contêm informações provenientes de entrevistas com participantes humanos, cuja divulgação integral pode comprometer a confidencialidade e a anonimização asseguradas no processo de consentimento e na aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa. Em conformidade com as Resoluções CNS nº 466/2012 e nº 510/2016, apenas excertos anonimizados foram incorporados ao manuscrito. Informações adicionais poderão ser disponibilizadas pelos autores mediante solicitação justificada, desde que observadas as exigências éticas aplicáveis.


