Verdades e mentiras: o zapatismo de esquerda e a luta pelo autonomismo na América Latina
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16779Palavras-chave:
América Latina, Estado nação, Imperialismo, Autonomismo, ZapatismoResumo
Este artigo aborda a soberania dos povos originários e tradicionais da América Latina no âmbito das discussões sobre o Estado nacional. Defende que a instalação dos Estados-nacionais, após as lutas contra a colonização, não criou condições propícias para que os povos “libertos” auferissem situação real de liberdade e justiça, que possam produzir e viver de acordo com suas tradições ancestrais. Para o artigo, os direitos das populações à sua tradicionalidade e às práticas que se constituem na luta diante do capital internacional, nunca encontrarão respaldo nem oportunidades de libertação cultural e política nos moldes do estatismo, pois o Estado nacional configura parte da concepção política liberal-burguesa e é parte do imperialismo que submete os povos da América Latina. Politicamente este debate aparece na diferença clara entre a posição de esquerda dominante, que defende inconteste a retórica da luta pela “soberania” via Estado nacional, e a proposta do Zapatismo centrado no autonomismo autogestionário dessas populações a partir da experiência de Chiapas, no México, e da filosofia política de autores como John Holloway (marxismo aberto).
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