Rumo a uma simetria ética nas pesquisas educacionais com crianças
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16492Palavras-chave:
Ética da pesquisa, autonomia infantil, pesquisa educacional, adultismoResumo
Este artigo analisa as tensões éticas que surgem na pesquisa educacional com crianças, com base em uma trajetória de investigação em contextos urbanos e rurais na Colômbia. Seu objetivo principal é questionar os princípios ontoepistemológicos das pesquisas para consolidar uma ética simétrica que convide a reconhecer as crianças como co-construtoras de sua realidade. As pesquisas tiveram enfoque qualitativo e a estratégia utilizada foi a Cartografia Social Infantil; três dessas pesquisas foram realizadas em uma escola rural multissérie em La Calera e a quarta em bibliotecas comunitárias de Medellín. As reflexões apresentam como resultados, por um lado, a validação da infância como um grupo capaz de transformar os cenários educacionais, desenvolvendo assim sua agência quando se transcende para a participação real. Por outro lado, identifica-se que os principais dilemas e desafios éticos surgem diante do adultismo. Diante desses desafios, propõe-se um caminho para a simetria ética em pesquisas educacionais baseado na horizontalidade, no respeito e no reconhecimento. Por fim, o artigo conclui que uma pesquisa com práticas éticas gera um impacto positivo nos participantes ao promover uma justiça epistêmica que desestabiliza os discursos hegemônicos e fortalece a democracia a partir da autonomia que a educação busca
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