Geografias invisíveis: tratado epistemológico para uma ontologia territorial do invisível na experiência contemporânea
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.16363Palavras-chave:
Geografias Invisíveis, Gografias Fantasmas, Geo-ontopedagogia, corpo-território, anestesia percepitivaResumo
Este tratado consolida as Geografias Invisíveis como programa epistemológico crítico voltado à compreensão das racionalidades invisíveis que organizam contemporaneamente a experiência territorial, perceptiva e existencial da vida humana. Sustenta-se que o invisível não corresponde à ausência, mas a uma dimensão operante do real – aquilo que estrutura o visível enquanto permanece não dito. A pesquisa articula geografia humana crítica, fenomenologia, filosofia da técnica, teoria da complexidade e epistemologias da experiência para demonstrar que a contemporaneidade reorganiza silenciosamente os perspectivismos da vida através de territorializações perceptivas invisíveis. Defende-se que o território forma antes da consciência reflexiva e que o corpo-território constitui condição geo-ontológica da experiência humana. O tratado apresenta o conceito de formas fantasmas – dispositivos invisíveis de indução existencial – e os tipifica em cinco regimes: algorítmico, institucional, afetivo, urbano e pedagógico. A Geo-Ontopedagogia do Invisível é proposta como horizonte metodológico de reaprendizagem perceptiva e ética da presença. Conclui-se que as Geografias Invisíveis configuram uma crítica geo-ontológica da produção contemporânea da subjetividade, demonstrando que o maior empobrecimento contemporâneo não é apenas econômico, mas perceptivo, coexistente, territorial e existencial.
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