Entre Ecologias e Ecossistemas de Aprendizagem: fronteiras conceituais na Educação Superior
DOI:
https://doi.org/10.1590/S1678-4634202652304377porPalavras-chave:
Ecologias de Aprendizagem, Ecossistemas de Aprendizagem, Educação Superior, Revisão SistemáticaResumo
O debate sobre as Ecologias de Aprendizagem tem ganhado relevância como um campo emergente, ainda em processo de consolidação teórico-conceitual, voltado à compreensão dos modos de ensinar e aprender na Cultura Digital. Nesse cenário, torna-se necessário olhar criticamente como esse conceito vem sendo apropriado na literatura acadêmica científica e quais fronteiras conceituais emergem em torno de sua definição, especialmente na Educação Superior. Com esse propósito, este artigo realiza um mapeamento teórico baseado nos achados da revisão sistemática de literatura cujo foco central são as Ecologias de Aprendizagem, incorporando também nessa reflexão o termo Ecossistemas de Aprendizagem, a partir de indícios de aproximação, sobreposição e indefinição conceitual entre os termos identificados ao longo da revisão. Do ponto de vista metodológico, a revisão sistemática de literatura foi conduzida a partir de protocolo previamente definido, contemplando a seleção de bases de dados, descritores e critérios de elegibilidade, abrangendo um interstício temporal de dez anos. Os resultados evidenciam que a maioria dos estudos utiliza os termos Ecologia e Ecossistema de Aprendizagem como sinônimos, embora o aporte teórico adotado como base neste texto evidencia fronteiras conceituais fundamentais. As Ecologias de Aprendizagem são aqui compreendidas como interações dinâmicas, abertas e contextualmente situadas entre sujeitos, recursos e mediações pedagógicas, que se constituem dentro e fora dos espaços formais de ensino-aprendizagem (Barron, 2006). Já os Ecossistemas de Aprendizagem configuram-se como sistemas em rede mais estruturados, organizados pela interdependência entre fatores bióticos e abióticos, sustentados pelas Tecnologias Digitais (Moreira (2020), representados pelas comunidades de aprendizagem, recursos e conteúdo. O estudo conclui que a delimitação dessas fronteiras contribui para o amadurecimento do referencial analítico no campo educacional.
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