Análise da relação entre sustentabilidade e competitividade regional no contexto brasileiro
DOI:
https://doi.org/10.1590/0034-761220250173xPalavras-chave:
desenvolvimento sustentável, competitividade regional, competitividade municipal, sustentabilidade municipal, ODSResumo
A sustentabilidade tornou-se uma prioridade central nas agendas de desenvolvimento regional; no entanto, sua relação com a competitividade regional ainda não é suficientemente compreendida no âmbito municipal, especialmente nas economias emergentes. Este estudo examina como os atributos de sustentabilidade estão associados à competitividade regional nos municípios brasileiros. Utilizando indicadores derivados dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), a sustentabilidade é operacionalizada por meio de dimensões latentes e analisada em conjunto com as dimensões da competitividade – instituições, sociedade e economia –, empregando regressão linear múltipla e análises de correlação canônica. Os resultados empíricos identificam três dimensões de sustentabilidade: (i) fatores econômicos e institucionais, (ii) recursos e ecossistemas, e (iii) condições socioambientais. As conclusões indicam que os atributos de sustentabilidade estão sistematicamente associados à competitividade regional. Em particular, a dimensão econômica e institucional e a dimensão de recursos e ecossistemas apresentam as associações positivas mais fortes com os indicadores de competitividade, sugerindo que a capacidade institucional e a governança sustentável dos recursos são fatores-chave para o desempenho regional. A dimensão socioambiental também contribui para a competitividade, embora sua influência pareça mais limitada. As evidências relativas às covariáveis territoriais – tais como a localização em regiões mais ricas e a participação em aglomerações regionais – permanecem contraditórias, destacando que as condições estruturais por si só não explicam totalmente os resultados de competitividade. Esses resultados ressaltam a importância de considerar a interação entre a agência - expressa por meio da capacidade institucional e das escolhas políticas - e os contextos territoriais estruturais. Do ponto de vista das políticas públicas, as conclusões destacam a necessidade de estratégias integradas que fortaleçam as instituições, promovam a gestão sustentável dos recursos e aproveitem as capacidades locais para aprimorar a competitividade regional sustentável.
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