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Entre bem-estar e distinção: Gênero, raça e colonialidade na prática do Yoga em uma capital brasileira

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  • Marcos Vinicius de Sousa Siqueira Universidade Federal de Goiás image/svg+xml https://orcid.org/0009-0009-3317-0499
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  • Priscilla de Cesaro Antunes Universidade Federal de Goiás image/svg+xml https://orcid.org/0000-0003-2739-193X
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  • Leonardo Trapaga Abib Universidade Federal de Goiás image/svg+xml https://orcid.org/0000-0001-9335-2141
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  • Fernanda Ramos Parreira Universidade Federal de Goiás image/svg+xml https://orcid.org/0000-0001-8168-9185
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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15887

Palavras-chave:

Yoga, Gênero, Raça, Decolonialidade

Resumo

O Yoga tem sido amplamente difundido no Ocidente como uma prática universal de promoção do bem-estar e autocuidado. Contudo, sua incorporação contemporânea ocorre em contextos marcados por desigualdades estruturais que tensionam tal pretensão universalizante. Este estudo analisou o perfil sociodemográfico e as motivações de praticantes de Yoga em uma capital do Centro-Oeste brasileiro, interpretando os achados com base em referenciais interseccionais e decoloniais. Trata-se de pesquisa exploratória e descritiva, realizada com 102 praticantes vinculados a estúdios e espaços privados de Yoga, por meio de questionário on-line semiestruturado. Os dados sociodemográficos foram submetidos à estatística descritiva e as respostas abertas sobre motivação à análise categorial temática. Observou-se predomínio de mulheres cisgênero (94,1%), pessoas brancas (64,7%) e indivíduos com ensino superior ou pós-graduação (68,7%). As principais motivações para a prática relacionaram-se à saúde mental, bem-estar e qualidade de vida. Os achados indicam que, embora discursivamente apresentado como prática universal, o Yoga configura-se como prática socialmente estratificada, concentrada em grupos com maior capital cultural e marcada por processos de feminização, racialização e elitização. Conclui-se que sua configuração contemporânea reproduz desigualdades estruturais de gênero, raça e classe, evidenciando a necessidade de problematizar criticamente os processos de apropriação, mercantilização e medicalização das práticas corporais no campo da saúde.

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Postado

12/05/2026

Como Citar

Entre bem-estar e distinção: Gênero, raça e colonialidade na prática do Yoga em uma capital brasileira. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15887

Série

Ciências da Saúde

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão disponíveis sob demanda, condição justificada no manuscrito