No princípio era o verbo: uma análise comparativa sobre aspectos da natureza como um locus amoenus em “Mundo renovado”, de Manoel de Barros, e em “Any where out of the world”, de Charles Baudelaire
DOI:
https://doi.org/10.1590/1517-106X/2026e72873Palavras-chave:
Natureza, Manoel de Barros, Charles Baudelaire, literatura comparada, poesiaResumo
O presente artigo tem por objetivo tecer uma análise comparada entre o poema em prosa “Mundo renovado”, de Manoel de Barros, e “Any where out of the world”, de Charles Baudelaire, partindo da observação de aspectos da Natureza como uma via de acesso à Origem. Para tanto, primeiramente, discorreremos a respeito de uma certa ideia de Origem, a partir dos pressupostos de Mikel Dufrenne (1980), Anne Cauquelin (2000) e de diversos outros pontos de vista sobre a temática da Natureza, ressaltando sua artificialidade. Passaremos, então, às análises comparativas para a compreensão de como é abordada a temática da Natureza nos poemas de Barros e de Baudelaire. O artigo visa demonstrar como é na proximidade dos elementos naturais que o poeta moderno recria seu locus amoenus.
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