Será que acolher, de fato, significa proteger? Por dentro de uma instituição de acolhimento infantojuvenil situada no agreste de Pernambuco
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15539Palavras-chave:
Acolhimento institucional; , Crianças e adolescentes; , Pesquisa-ação; , Equipe técnica; , Direitos humanos.Resumo
O presente artigo analisa a realidade de uma instituição de acolhimento infantojuvenil no Agreste de Pernambuco, questionando se a medida cumpre, de fato, sua função protetiva. O objetivo foi dialogar com a equipe técnica da instituição para identificar fatores potencializadores de sofrimento e propor estratégias de intervenção. A metodologia pautou-se na pesquisa-ação, utilizando entrevistas semiestruturadas e oficinas de dinâmica de grupo como instrumentos de coleta. A análise dos dados foi fundamentada na Análise de Conteúdo de Laurence Bardin. Os resultados revelaram um cenário de invisibilidade social, superlotação, precariedade das condições de trabalho, falta de insumos básicos e ausência de suporte em saúde mental para os acolhidos. Além disso, evidenciou-se a falha na municipalização do atendimento e desafios como a gravidez na adolescência e episódios de violência. As considerações finais reforçam que o acolhimento pode intensificar o sofrimento quando as instituições reproduzem violações de direitos, tornando urgente a ampliação do debate público e o fortalecimento da rede de proteção integral.
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Copyright (c) 2026 Charles Gomes Soares, Thaíse Rocha Leandro Gurgel, João Ricard Pereira da Silva

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