Preprint / Versão 1

Será que acolher, de fato, significa proteger? Por dentro de uma instituição de acolhimento infantojuvenil situada no agreste de Pernambuco

article.authors6aeb1c9c4d731

DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15539

Palavras-chave:

Acolhimento institucional; , Crianças e adolescentes; , Pesquisa-ação; , Equipe técnica; , Direitos humanos.

Resumo

O presente artigo analisa a realidade de uma instituição de acolhimento infantojuvenil no Agreste de Pernambuco, questionando se a medida cumpre, de fato, sua função protetiva. O objetivo foi dialogar com a equipe técnica da instituição para identificar fatores potencializadores de sofrimento e propor estratégias de intervenção. A metodologia pautou-se na pesquisa-ação, utilizando entrevistas semiestruturadas e oficinas de dinâmica de grupo como instrumentos de coleta. A análise dos dados foi fundamentada na Análise de Conteúdo de Laurence Bardin. Os resultados revelaram um cenário de invisibilidade social, superlotação, precariedade das condições de trabalho, falta de insumos básicos e ausência de suporte em saúde mental para os acolhidos. Além disso, evidenciou-se a falha na municipalização do atendimento e desafios como a gravidez na adolescência e episódios de violência. As considerações finais reforçam que o acolhimento pode intensificar o sofrimento quando as instituições reproduzem violações de direitos, tornando urgente a ampliação do debate público e o fortalecimento da rede de proteção integral.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Enviado

22/03/2026

Postado

13/04/2026

Como Citar

Será que acolher, de fato, significa proteger? Por dentro de uma instituição de acolhimento infantojuvenil situada no agreste de Pernambuco. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15539

Série

Ciências Humanas

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito