ALIENAÇÃO CULTURAL E NARRATIVAS DEMOGRÁFICAS: IMPLICAÇÕES SOCIO-GEOPOLÍTICAS EM TORNO DO CRESCIMENTO POPULACIONAL EM ANGOLA
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.15207Palavras-chave:
Angola, narrativas demográficas, crescimento populacionalResumo
Utilizando-se de uma abordagem quali-quantitativa e método de pesquisa documental crítica, esta pesquisa analisa as implicações socio-geopolíticas em torno do crescimento populacional em Angola a partir de uma dinâmica interdisciplinar. O rápido e elevado crescimento populacional que o país tem se registrado nas últimas décadas tem despoletado diversas narrativas. Os resultados apontam que, a população angolana é pouca e não é numericamente párea ao tamanho do território nacional. Que, Angola tem recuperado uma dinâmica demográfica que lhe foi historicamente retirada. Aliás, robustez populacional é poder. Estas enormes assimetrias que se verifica na distribuição demográfica a nível do território nacional dá uma falsa percepção de que se está diante de uma país muito populoso, porque quem analisa, o faz a partir de Luanda, e/ou das respectivas capitais provinciais. Os políticos, acadêmicos, funcionários da administração pública, analistas políticos e sociais estão todos concentrados em Luanda numa primeira instância e, nas capitais das demais províncias numa segunda instância. Suas percepções e opiniões sobre a dinâmica populacional do país, política, social, etc, são todas estabelecidas e formuladas a partir de uma dinâmica de capitânia. Ao invés do crescimento populacional, como se pretende fazer crer, os problemas de Angola residem na má distribuição da riqueza.
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