O processo de acolhimento de pacientes em unidades básicas de saúde do Distrito Federal
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.14850Palavras-chave:
Atenção Primária em Saúde, Acolhimento, Acesso aos Serviços de SaúdeResumo
Resumo
Introdução: A Atenção Básica à Saúde é a porta de entrada preferencial do sistema de saúde brasileiro, sendo responsável por realizar o primeiro atendimento à população e garantir o acesso aos demais serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). Nessa perspectiva, é de extrema importância assegurar o acolhimento de qualidade dos pacientes nas unidades básicas de saúde (UBS), uma vez que isso pode definir a integralidade e a continuidade da atenção à saúde. Objetivos: Esta pesquisa busca compreender o processo de acolhimento em UBS do Distrito Federal (DF), visando esclarecer os fatores que levam ao acolhimento inadequado e auxiliar no aprimoramento de políticas e programas voltados para a melhoria do acesso à saúde. Métodos: Trata-se de um estudo qualitativo realizado em três UBS do DF, o qual analisou a perspectiva dos profissionais sobre demanda espontânea e agendamento, o conhecimento sobre acolhimento, as dificuldades enfrentadas e possíveis estratégias de aprimoramento. A coleta envolveu análise documental de 31 entrevistas semiestruturadas segundo a metodologia de conteúdo de Bardin (1977) e Franco (2008), seguido da pré-análise, exploração do material, tratamento dos resultados obtidos e a interpretação dos dados. Resultados: Identificou-se tanto as qualidades e avanços no sistema de saúde público, quanto as lacunas e obstáculos ainda existentes, uma vez que, apesar de o conceito de acolhimento ser bem definido e conhecido, sua aplicação na prática não é ideal ou, ao menos, satisfatória. A partir das respostas obtidas, nota-se uma falha na compreensão desse processo, onde alguns profissionais demonstram desconhecer quem é responsável pelo acolhimento e confundem suas etapas com triagem ou consulta. Esse cenário se soma à falta de clareza dos profissionais sobre como proceder em caso de ausência de outro servidor da equipe. Além disso, os vigilantes tendem a apresentar maior resistência no acolhimento, principalmente de pacientes que não são da área de abrangência da unidade. Conclusões: As dificuldades identificadas decorrem da falta de um fluxo de serviço bem definido e comunicado, agravada pela limitação de profissionais e de infraestrutura, bem como pela insuficiência de capacitação contínua para toda a equipe. Logo, conclui-se que um maior investimento na garantia de equipes completas, bem estruturadas e melhor capacitadas é essencial para um acesso amplo, facilitado, adequado e universalizado.
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