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A Bioeconomia como Teste de Aprendizado para a Governança Ambiental Truncada no Brasil

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.14778

Palavras-chave:

Governança Ambiental, Bioeconomia, Políticas Públicas

Resumo

Este artigo analisa a trajetória de institucionalização da governança ambiental no Brasil para elucidar os desafios contemporâneos na construção de uma Política Nacional de Bioeconomia, objetivando verificar se o novo ciclo de políticas da bioeconomia consegue superar os padrões históricos de fragmentação institucional e déficits de implementação. A pesquisa foi realizada por meio de uma revisão narrativa da literatura especializada e da análise documental de marcos legais e institucionais. A hipótese subjacente – de que a governança ambiental brasileira é marcada por uma “institucionalização truncada” – foi testada mediante a aplicação e ampliação crítica da periodização de Monosowski (1989). Os dados, de natureza qualitativa, foram obtidos por meio de levantamento bibliográfico e sistematização de fontes documentais, sendo processados por análise de conteúdo e organização histórico-institucional. Os resultados confirmam a hipótese inicial, identificando o padrão de “institucionalização truncada” na trajetória da governança ambiental e revelando que a bioeconomia emerge como um teste decisivo para sua superação. A discussão aponta que o sucesso da bioeconomia dependerá da capacidade de aprendizado institucional, acrescentando à literatura uma perspectiva analítica histórica integrada e original.

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Biografia do Autor

Débora Naidhig, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Bacharel em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Mestre em Política Científica e Tecnológica (DPCT-IG/UNICAMP). Atualmente, é doutoranda em Política Científica e Tecnológica (DPCT-IG/UNICAMP) e bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Exerce o papel como pesquisadora vinculada ao Laboratório de Tecnologias e Transformações Sociais (LABTTS) e do Grupo de Pesquisa Institucional de Economia Política dos Comuns e da Sustentabilidade (EPICOS), do Departamento de Política Científica e Tecnológica (DPCT/IG-UNICAMP). Principais temas aglutinadores (linhas de pesquisa): Ecologia Política e Justiça Socioambiental, Economia Ecológica: Gestão e Governança; e Economia Política Internacional dos Comuns e da Sustentabilidade. Já foi bolsista de Iniciação Científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com projetos na área de Economia Política Internacional das Mudanças Climáticas, investigando as contribuições/metas brasileiras no âmbito das negociações climáticas globais e as estratégias do Brasil para alcançá-las. Além desse tema, trabalha com os setores-chave das emissões de gases do efeito estufa (GEE) do Brasil, mais especificamente os setores de Agricultura, Floresta e Uso da Terra (AFOLU). Tem interesse em pesquisa nas áreas de Economia Política, Relações Internacionais e Meio Ambiente.

Rosana Icassatti Corazza, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Economista. Professora Associada I do Instituto de Geociências da UNICAMP. Livre-docência em Mudança Tecnológica, Transformações Sociais e Meio Ambiente. Atuação acadêmica concentra-se na interseção entre Economia, Tecnologia e Ambiente, com investigações sobre mudança tecnológica, bioeconomia e transição energética. No Programa de Pós-Graduação em Política Científica e Tecnológica, atua como docente permanente, orientadora e, atualmente, exerce a vice-coordenação. Coordenação do Doutorado Interinstitucional (DINTER CAPES no convênio PPGPCT/UNICAMP-IFMG). A pesquisa é desenvolvida majoritariamente no âmbito do Laboratório de Tecnologias e Transformações (LABTTS), estrutura que articula a investigação científica, o ensino pós-graduado, a orientação de discentes e as atividades de extensão. A difusão do conhecimento para além do ambiente acadêmico inclui a participação na Especialização em Jornalismo Científico da UNICAMP e a coordenação de projetos de extensão.

Postado

03/02/2026

Como Citar

A Bioeconomia como Teste de Aprendizado para a Governança Ambiental Truncada no Brasil. (2026). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.14778

Série

Ciências Sociais Aplicadas

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito