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DOI do preprint publicado https://doi.org/10.1590/1678-98732433e009
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Categorização, estereótipos e estigmas na implementação de políticas públicas: bases conceituais para uma agenda de pesquisa

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  • Gabriela Thomazinho Fundação Getulio Vargas image/svg+xml https://orcid.org/0000-0001-5599-723X
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  • Juliana Rocha Miranda Fundação Getulio Vargas image/svg+xml https://orcid.org/0000-0002-0147-5548
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  • Giordano Magri Fundação Getulio Vargas image/svg+xml https://orcid.org/0000-0002-2070-8802
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  • Gabriela Lotta Fundação Getulio Vargas image/svg+xml https://orcid.org/0000-0003-2801-1628
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DOI:

https://doi.org/10.1590/1678-98732433e009

Palavras-chave:

burocracia de nível de rua, discricionariedade, interseccionalidade, julgamentos normativos, acesso a serviços públicos

Resumo

Introdução

: O artigo discute como categorização, estereótipos e estigmas podem ser mobilizados para analisar a implementação de políticas públicas no Brasil, um país marcado por altas desigualdades sociais. Embora a literatura internacional e nacional sobre burocracia de nível de rua reconheça o papel da discricionariedade dos agentes, esses conceitos ainda são pouco utilizados de forma sistemática. O objetivo é definir os conceitos, mostrar como foram aplicados na literatura e propor uma agenda de pesquisa ajustada ao contexto brasileiro.

Materiais e métodos:

 Trata-se de uma revisão narrativa de literatura, que reúne referências clássicas (Durkheim, Goffman, Yanow, Lamont, Dovidio, entre outros), estudos sobre burocracia de nível de rua (Lipsky, Maynard-Moody & Musheno, Tummers, Brodkin) e trabalhos recentes no Brasil (Lotta, Pires, Cordeiro, Thomazinho, Marins, Costa). O artigo sistematiza definições, aplicações empíricas e lacunas, apresentando sínteses conceituais e de perguntas de pesquisa.

Resultados:

A revisão indica que: (i) categorização organiza cognitivamente a realidade, distinguindo cidadãos em categorias oficiais (administrativas) e sociais (morais e culturais), influenciando acesso a direitos; (ii) estereótipos funcionam como atalhos cognitivos ou lentes interpretativas, orientando julgamentos sobre usuários e podendo reforçar desigualdades; e (iii) estigmas desvalorizam grupos ao contrapor identidades reais e idealizadas, com efeitos simbólicos e materiais. A agenda de pesquisa propõe investigar a relação entre categorias sociais e oficiais, os mecanismos de construção e bloqueio de estereótipos e o impacto dos estigmas sobre trajetórias de usuários de serviços públicos.

Discussão:

O estudo mostra que esses conceitos ajudam a compreender tanto efeitos materiais (acesso desigual a bens e serviços) quanto simbólicos (identidade, status e reconhecimento). Defende-se a adoção de uma abordagem interseccional, integrando raça, gênero, classe e outros marcadores, para captar como múltiplas opressões atravessam a implementação de políticas públicas. A combinação de desigualdade profunda e políticas universais no Brasil torna o país um caso privilegiado para o debate internacional.

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Biografia do Autor

Gabriela Thomazinho, Fundação Getulio Vargas

Gabriela Thomazinho (gabriela.thomazinho@gmail.com) é Doutora em Administração Pública e Governo pela FGV e pós-doutoranda em Administração Pública e Governo na FGV. É integrante do Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB), do Centro de Estudos da Metrópole (CEM) e do Centro de Estudos em Implementação de Políticas Educacionais (CIPE).

Juliana Rocha Miranda, Fundação Getulio Vargas

Juliana Rocha Miranda (jurochamiranda95@gmail.com) é Mestre em Administração Pública e Governo pela FGV e doutoranda em Administração Pública e Governo na FGV. É integrante do Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB), do Centro de Estudos da Metrópole (CEM) e do Centro de Estudos em Implementação de Políticas Educacionais (CIPE).

Giordano Magri, Fundação Getulio Vargas

Giordano Magri (gmmagri@gmail.com) é Mestre em Administração Pública e Governo pela FGV e doutorando em Administração Pública e Governo na FGV. É integrante do Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB) e do Centro de Estudos da Metrópole (CEM).

Gabriela Lotta, Fundação Getulio Vargas

Gabriela Lotta (gabriela.lotta@gmail.com) é Doutora em Ciência Política pela USP e professora de Administração Pública na FGV. É integrante do Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB), do Centro de Estudos da Metrópole (CEM) e do Centro de Estudos em Implementação de Políticas Educacionais (CIPE).

Postado

11/12/2025

Como Citar

Categorização, estereótipos e estigmas na implementação de políticas públicas: bases conceituais para uma agenda de pesquisa. (2025). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/1678-98732433e009

Série

Ciências Humanas

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito