DOI do preprint publicado https://doi.org/10.1590/1678-98732433e015
O papel da política de informação do Estado na formação da transformação democrática em meio a ameaças híbridas
DOI:
https://doi.org/10.1590/1678-98732433e015Palavras-chave:
governança digital, esfera pública, participação cívica, sistemas de segurança, plataformas informacionaisResumo
Introdução: O artigo examina como políticas de informação contribuem para a preservação de processos democráticos em ambientes marcados por ameaças híbridas. Foca especialmente no caso ucraniano após 2014, quando desinformação, propaganda e ataques cibernéticos se intensificaram como instrumentos de desestabilização institucional e erosão da confiança pública. Materiais e métodos: A pesquisa utiliza abordagem multidisciplinar baseada em análise documental, revisão de literatura recente, avaliação de políticas públicas e estudo de casos. Foram examinados relatórios internacionais, legislação nacional, plataformas de verificação e registros de ataques informacionais. Exemplos empíricos incluem a disseminação de informações falsas durante o Brexit, narrativas fabricadas sobre o conflito no leste da Ucrânia e incidentes globais de cibersegurança como WannaCry e NotPetya. Resultados: Os achados mostram que ameaças híbridas reduzem participação política, ampliam polarização e fragilizam instituições democráticas. O estudo identifica três eixos de resposta: fortalecimento do marco legal ucraniano sobre mídia e comunicação, coordenação interinstitucional para monitoramento e resposta rápida e uso de plataformas estatais e independentes que rastreiam e neutralizam conteúdo manipulativo. A pesquisa demonstra ainda que literacia midiática e transparência governamental aumentam a resiliência social frente a campanhas de desinformação. Discussão: A análise indica que políticas de informação equilibradas são essenciais para mitigar interferências externas e evitar respostas estatais excessivas que comprometeriam liberdades civis. O caso ucraniano evidencia a necessidade de estratégias adaptativas, cooperação internacional e integração de tecnologias avançadas para proteger o espaço público democrático em contextos de instabilidade. A política de informação emerge como componente estratégico da estabilidade democrática. Sua eficácia depende de instituições sólidas, vigilância contínua e capacidade de resposta rápida diante do ambiente informacional contemporâneo.
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