A luta pela terra em Famine e Torto arado: opressão e resistência em contextos (pós)coloniais
DOI:
https://doi.org/10.1590/2596-304x202527e20251072Palavras-chave:
terra, colonialidade do poder, pós-colonialismo, Brasil, IrlandaResumo
Este artigo examina como a terra funciona simultaneamente como um espaço de opressão e resistência na Irlanda sob domínio britânico e no Brasil pós-colonial. A partir de uma
análise comparativa de Famine (1937), de Liam O’Flaherty, e Torto arado (2019, traduzido para o inglês em 2023), de Itamar Vieira Júnior, este estudo investiga como a expropriação da terra, a exploração do trabalho e as crises ambientais e humanitárias moldam experiências coloniais e pós-coloniais. Embora reconheça as diferenças históricas e raciais entre esses contextos, o artigo destaca mecanismos comuns de controle da terra e do trabalho que perpetuam desigualdades sistêmicas. Dialogando com teorias pós-coloniais e decoloniais, a análise revela como a literatura representa a terra tanto como um espaço de sofrimento quanto como um lugar de resistência, memória e identidade. O artigo conclui que a resistência em ambos os romances é multifacetada, manifestando-se por meio de atos de desafio, embate cultural e novas formas de relação com a terra.
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