A fome como penitência ou purgação religiosa em Os Sertões de Euclides da Cunha: uma análise histórico-literária
DOI:
https://doi.org/10.1590/2596-304x202527e20251094Palavras-chave:
Fome, Nutrição, Literatura, Os Sertões, Euclides da CunhaResumo
O objetivo foi realizar análise histórico-literária de Os Sertões de Euclides da Cunha, procurando-se compreender os significados do conceito de fome e como o autor relatou aspectos do ambiente alimentar, dos hábitos e práticas alimentares. A análise fundamentou-se em referencial teórico-conceitual do campo da Nutrição, complementada por revisão bibliográfica. Foram observadas quatro percepções da fome: fome como penitência religiosa, fome biológica, fome como instrumento de luta ou resistência, e fome epidêmica (conjuntural). A percepção biológica da fome como problema sofrido pelas tropas militares que dizimaram a população de Canudos revelou-se hegemônica. As narrativas da fome relativas ao beato Antônio Conselheiro e seguidores foram reportadas com preconceito religioso, racial, ideológico, regional ou cultural. A fome como ato de penitência praticada pelos fiéis foi narrada com sátira. A fome não foi percebida como um fenômeno social e historicamente produzido pela guerra do Exército Brasileiro contra o povo de Canudos.
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