DOI do preprint publicado https://doi.org/10.1590/2596-304x202527e20251120
Marginal e antropófago: a poética do corpo em Hélio Oiticica
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https://doi.org/10.1590/2596-304x202527e20251120Palavras-chave:
Antropofagia, Hélio Oiticica, parangolé, corpo selvagem, cultura marginalResumo
Neste artigo, examinamos a antropofagia como matriz de interpretação da cultura brasileira, desde o imaginário colonial até a ressignificação modernista de Oswald de Andrade, destacando seus desdobramentos na obra de Hélio Oiticica. Concentramos a análise na tríade de parangolés que inscrevem os enunciados “Da adversidade vivemos”, “Incorporo a revolta” e “Estou possuído”, articulando-os à noção de corpo selvagem (Viveiros de Castro, 2017) como saber encarnado, manifesto na ginga, na incorporação e na possessão. Exploramos a performatividade dos parangolés no contexto da contracultura e da ditadura militar e concluímos que, apesar das tensões entre invenção coletiva e circulação institucional, os parangolés reativam a antropofagia como estratégia descolonizadora (Quijano, 2005) e afirmam uma contra-história da arte brasileira (Benjamin, 1991), centrada na potência do corpo selvagem e marginal.
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