Gênero, raça e classe social nos estudos críticos decoloniais do discurso
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.13336Palavras-chave:
Interseccionalidade, Linguagem e Corpo, Violência de GêneroResumo
A reflexão sobre a colonialidade na América Latina significa um avanço epistêmico na crítica ao racismo e à perspectiva de gênero tradicional e conservadora. Nessa reflexão, há três linhas de investigação: os estudos decoloniais, os estudos subalternos e os estudos pós-coloniais. Seguindo a linha decolonial, meu propósito é debater a interseccionalidade de gênero, raça e classe social nos estudos críticos do discurso. Considerando a heterogeneidade das representações identitárias, que são construções discursivas em relações frequentemente marcadas pela desigualdade social, destaca-se a violência praticada contra o corpo das mulheres, principalmente das mulheres negras e indígenas. Há uma forte ligação entre gênero, linguagem e corpo, que se registra em brigas, espancamentos e assassinatos, com alta ocorrência de feminicídios. A interseccionalidade de gênero e raça tem uma forte ligação com a classe social. Dessa forma, pode-se dizer que as desigualdades de gênero, raça e classe social do projeto colonial ainda perduram, e podem ser observadas na violência praticada contra as mulheres negras e indígenas. Como o discurso é uma dimensão das práticas sociais, entende-se que a grande contribuição dos estudos críticos decoloniais do discurso para a análise desse problema está na experiência de analistas críticos com a análise textual.
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