O skatista como alegorista e colecionador de imagens urbanas: reflexões sobre os "Flanantes"
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.13288Palavras-chave:
“Flanantes”, skate urbano, vídeos de skate, práxis alegórica, monadologiaResumo
“Flanantes” é um coletivo audiovisual independente, formado em 2015 por skatistas urbanos da cidade de São Paulo. Inspirando-nos na obra de Walter Benjamin, apreendemos os vídeos de skate do coletivo, objeto deste trabalho, não como “reflexo” da sociedade, mas como sua autorreflexão monadologicamente cristalizada, ou seja, como momento em que a sociedade versa sobre si mesma sob um ponto de vista específico. A partir disso, a primeira seção do texto explora a produção dos “Flanantes” através da aproximação, fundante do coletivo, entre o flâneur e o skatista. Desdobramos dessa aproximação uma interpretação da atividade do skatista no espaço urbano, sintetizada na noção de práxis alegórica: um modus operandi que consiste em subverter os sentidos originais dos objetos e espaços da cidade, reorientando-os segundo um imperativo lúdico. Levando isso em conta, a segunda seção do texto passa da prática do skate nas cidades aos vídeos de skate, gênero audiovisual que dá forma ao ponto de vista do skatista, organizando e mediando a sua coleção de imagens urbanas. A partir desses desenvolvimentos, voltamo-nos aos vídeos de skate do coletivo como um todo, os quais se revelam, no decurso do caminho, como um caso extremo de seu gênero.
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