“ANTES O MUNDO NÃO EXISTIA” – ARTE INDÍGENA CONTEMPORÂNEA, MUSEUS E DECOLONIALIDADES
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.13065Palavras-chave:
Museus, Arte contemporânea, Mercado de arte, Agentes, Artistas indígenas, Sistema de arteResumo
Museus de arte brasileiros vêm passando por transformações significativas nos últimos cinco anos. Elas se devem às novas estratégias expositivas adotadas pelas instituições e à presença de novos artistas, às vezes organizados em coletividades e antes objetificados apenas em coleções etnográficas. Estas mudanças ocorrem na esteira de um cenário de valorização internacional de povos originários e de pautas identitárias, o que produziu novas possibilidades de operação no sistema de arte local. Buscamos com este trabalho melhor compreender quais narrativas são acionadas na legitimação deste novo cenário analisando o material institucional, recorrendo às observações realizadas em campo inclusive junto com alguns artistas e curadores envolvidos neste processo e refletir sobre os desdobramentos destas mudanças. Podemos constatar que acionar o discurso do decolonial não é suficiente nem imperativo para a explicação destas transformações, outrossim, trata-se de uma ferramenta acionada pelo mercado para possibilitar novas cadeias de produção e circulação de bens no contexto do mercado de arte.
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