Barreiras para a Implementação de uma Política Nacional de Rastreamento de Câncer de Pulmão
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.12922Palavras-chave:
Ciência da implementação, Câncer de Pulmão, Programas de Rastreamento, SUS, BarreirasResumo
O câncer de pulmão é a principal causa de morte por câncer no Brasil. Embora o rastreamento por tomografia computadorizada de baixa dosagem (TCBD) seja eficaz para a detecção precoce, sua implementação no Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta barreiras significativas. Este estudo, baseado em entrevistas com 18 especialistas, mapeou essas barreiras utilizando o Consolidated Framework for Implementation Research (CFIR). Os resultados revelam desafios multifacetados. No domínio das características da inovação, há incertezas sobre a aplicação das evidências internacionais no contexto epidemiológico brasileiro, com o risco de aumento de falsos-positivos devido a doenças como a tuberculose. O contexto externo aponta para as desigualdades regionais e a instabilidade no financiamento como grandes obstáculos. No contexto interno, a escassez de recursos humanos e equipamentos, e a falta de coordenação de cuidados foram destacadas. As barreiras individuais incluem a carência de profissionais especializados, a necessidade de capacitação e a baixa adesão dos pacientes, influenciada por fatores logísticos e pelo estigma da doença. Por fim, o processo de implementação é prejudicado pela ausência de dados robustos para um planejamento eficaz e monitoramento contínuo. Conclui-se que, para uma implementação bem-sucedida, é essencial considerar e planejar soluções para essas barreiras, adaptando a política à realidade complexa do SUS.
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Copyright (c) 2025 Mariana Skaf Esteves da Rocha, Mariana Araujo Püschel, Vanessa Boarati, Bruno da Cunha de Oliveira, Carolina Melo

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