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DOI do preprint publicado https://doi.org/10.62234/ceresv3n3-002
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VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA EM ANGOLA: UMA GRAVE VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS DAS MULHERES NOS SERVIÇOS DE SAÚDE – ESTUDO DE CASO NA CIDADE DE NDALATANDO

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.12614

Palavras-chave:

Violência obstétrica, Direitos humanos, Saúde Reprodutiva, Direitos Sexuais

Resumo

Introdução: A violência obstétrica é uma grande violação silenciosa e silenciada dos direitos humanos, afetando a saúde sexual e reprodutiva das mulheres em todo o mundo. Este problema é discutido nesta pesquisa retratando o contexto angolano, onde se observa que as práticas desumanas nos serviços de saúde durante a gestação, parto e pós-parto por parte dos profissionais de saúde têm sido comuns. Portanto, a pesquisa buscou compreender como a violência obstétrica impacta a dignidade, a autonomia e os direitos humanos das mulheres angolanas, dum lado, e doutro lado, o Sistema Nacional de Saúde (SNS). Métodos aplicados à pesquisa: Para esta pesquisa foi usada uma metodologia qualitativa, com abordagem exploratória-descritiva, apegando-se a técnica de entrevista semiestruturada feita às mulheres, e a pesquisa bibliográfica, que consistiu no levantamento da literatura existente sobre o tema em estudo. Resultados da pesquisa: Os resultados indicam que a violência obstétrica se manifesta através de práticas como agressões verbais e físicas, abusos psicológicos, acompanhamento médico inadequado, falta de comunicação e de consentimento livre e informado nas tomadas de decisões sobre quaisquer procedimentos médicos realizados no corpo das mulheres e a negação de acompanhantes no momento do parto; e tais práticas são frequentemente naturalizadas/normalizadas e institucionalizadas nos serviços de saúde. Discussão: Na discussão enfatiza-se a necessidade de reverter essa situação por meio de políticas públicas que garantam um tratamento verdadeiramente humanizado e respeitoso às mulheres, sugerindo que se desafie a cultura da impunidade nas instituições, para que se passe a punir os profissionais que cometem violências nos hospitais. Conclusão: Concluiu-se que a violência obstétrica é um problema de saúde pública global e uma realidade alarmante em Angola que demanda uma atenção imediata. A promoção de uma cultura de respeito e dignidade nos serviços de saúde, através de capacitação dos profissionais, bem como o debate sobre direitos múltiplos das mulheres nas instituições é crucial para garantir que os direitos humanos e os das mulheres que vão desde à saúde, sexualidade, reprodução, igualdade e oportunidades sejam realmente respeitados e protegidos.

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Postado

22/07/2025 — Atualizado em 29/07/2025

Versões

Como Citar

VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA EM ANGOLA: UMA GRAVE VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS DAS MULHERES NOS SERVIÇOS DE SAÚDE – ESTUDO DE CASO NA CIDADE DE NDALATANDO. (2025). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.12614 (Original work published 2025)

Série

Ciências da Saúde

Plaudit

Justificativa da versão

Nesta nova versão fez-se uma revisão cuidada e completa, ultrapassando algumas insuficiências linguísticas e técnicas.

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito

  • Os dados de pesquisa estão disponíveis sob demanda, condição justificada no manuscrito