Pensamento crítico e afeto na educação: caminhos para enfrentar a violência
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.11999Palavras-chave:
Pensamento crítico, autonomia, educação democrática, fascismo, violência escolarResumo
Neste texto, objetivo analisar a importância do pensamento crítico e do afeto como estratégias de resistência ao fascismo e de consolidação de sociedades democráticas. A análise teórica fundamenta-se nas reflexões de Hannah Arendt e Theodor Adorno sobre o totalitarismo, a autonomia do pensamento e a função da educação. Argumento que a escola, embora com potencial para promover o pensamento crítico, frequentemente reproduz práticas que podem inadvertidamente nutrir a violência fascista, como a priorização da informação em detrimento da reflexão e a tolerância à discriminação. Destaco a necessidade de uma escola democrática que cultive a autonomia e a responsabilidade em seus membros, alicerçada em princípios de justiça, comando (liderança dialógica) e afeto, com o acolhimento da diversidade e a aplicação coerente de sanções. A vulnerabilidade de adolescentes diante da ausência de uma autoridade saudável e da falta de autonomia do pensamento é discutida como um fator de risco para a adesão a ideologias totalitárias. Concluo que a articulação entre o pensamento crítico, focado no desenvolvimento da reflexão, questionamento e análise, e a educação afetiva, que promove o cuidado e a valoração do Outro, configura-se como um caminho promissor para a formação de cidadãos capazes de identificar e combater as manifestações do fascismo, fortalecendo a democracia. A prática pedagógica que integra o pensamento crítico a uma comunicação não violenta e a relações afetivas é essencial para construir uma cultura de resistência à intolerância e ao ódio no ambiente escolar.
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