Interseccionalidade crítica na educação de adultxs: experiências em diálogo
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.11264Palavras-chave:
interseccionalidade crítica, educação de adultos, feminismo comunitário, descolonização, exclusão, resistênciasResumo
O artigo analisa a interseccionalidade crítica como abordagem para compreender as múltiplas opressões que afetam mulheres racializadas, migrantes e trabalhadoras na América Latina. A partir de uma metodologia de pesquisa participante, o estudo recupera experiências em educação de adultos em contextos de alfabetização com migrantes, na educação secundária de adultos—incluindo em fábricas recuperadas—e em contextos de encarceramento. Evidenciam-se desigualdades estruturais que atravessam a vida dessas mulheres, manifestadas na exclusão educacional, precarização do trabalho e violência de gênero. Os achados destacam que o acesso à educação é condicionado por estruturas de poder patriarcais e racistas, reproduzindo a marginalização. A discussão enfatiza a necessidade de uma interseccionalidade crítica que incorpore perspectivas feministas comunitárias e territoriais do Abya Yala, em contraposição à sua apropriação por usos descritivos de instituições com interesses contrários às lutas e demandas que essa categoria envolveu e continua a envolver. O artigo reivindica enfoques situados e a produção coletiva de conhecimento como estratégias de resistência e transformação social.
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