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Uso do excesso de mortalidade associado à epidemia de COVID-19 como estratégia de vigilância epidemiológica – resultados preliminares da avaliação de seis capitais brasileiras

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  • Andre Ricardo Ribas Freitas Faculdade São Leopoldo Mandic https://orcid.org/0000-0003-0291-7771
    • Nicole Montenegro Medeiros Programa de Mestrado Profissional Faculdade São Leopoldo Mandic
      • Livia Carla Vinhal Frutuoso Ministério da Saúde. Brasília (DF), Brasil.
        • Otto Albuquerque Beckedorff Faculdade São Leopoldo Mandic, Campinas - SP
          • Lucas Mariscal Alves de Martin Faculdade São Leopoldo Mandic, Campinas - SP
            • Marcela Montenegro de Medeiros Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia-MG
              • Giovanna Gimenez Souza de Freitas Faculdade de Medicina de Marília, Marília-SP
                • Daniele Rocha Queiróz Lemos Faculdade de Medicina do Centro Universitário Christus, Fortaleza-CE
                  • Luciano Pamplona de Góes Cavalcanti Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Ceará, Fortaleza-CE

                    DOI:

                    https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.442

                    Keywords:

                    COVID-19, Vigilância Epidemiológica, Excesso de mortalidade, Brasil, Mortalidade, Doenças Infecciosas

                    Resumen

                    No início de 2020 a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a situação de pandemia do novo coronavírus (severe acute respiratory syndrome coronavirus 2, SARS-CoV-2), causador da Coronavirus Disease-2019 (COVID-19). No Brasil até o final de abril de 2020 já tinham sido confirmados mais 110 mil casos e de 5 mil óbitos. A escassez de recursos laboratoriais e sobrecarga da rede assistencial, somados ao amplo espectro clínico da doença, pode dificultar a captação de toda a mortalidade por esta doença pela vigilância epidemiológica baseada na notificação individual dos casos. O objetivo deste estudo foi avaliar o excesso de mortes nas capitais brasileiras com maiores incidências de COVID-19, como forma de validação do método avaliamos, também, uma capital com baixa incidência.

                    Nós avaliamos a mortalidade semanal por todas as causas durante o ano de 2020, até a semana epidemiológica 17, comparando com o ano anterior. Os dados foram obtidos através da Central Nacional de Informações do Registro Civil (CNIRC). Nós estimamos a mortalidade esperada e o intervalo de confiança de 95% projetando a mortalidade observada em 2019 para a população de 2020.

                    Nas cinco capitais com maiores incidências foi possível identificar excesso de mortes no período da pandemia, a faixa etária mais afetada foram aqueles com mais de 60 anos, 31% do excesso de mortes ocorreu na população entre 20 e 59 anos. Houve uma forte correlação (r=0.94) entre o excesso de mortes em cada cidade e o número de mortes confirmados pela vigilância epidemiológica. Não houve excesso de mortes na capital com mais baixa incidência, nem entre a população com menos de 20 anos. Estimamos que a vigilância epidemiológica conseguiu captar apenas 52% de toda a mortalidade associada à pandemia de COVID-19 nas cidades estudadas.

                    Considerando a simplicidade do método, seu baixo custo e confiabilidade para avaliação da carga real da doença, acreditamos que a avaliação do excesso de mortalidade associado à pandemia de COVID-19 deveria ser amplamente utilizada como ferramenta complementar à vigilância epidemiológica regular e ter seu uso incentivado pela OMS.

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                    Postado

                    12/05/2020

                    Cómo citar

                    Uso do excesso de mortalidade associado à epidemia de COVID-19 como estratégia de vigilância epidemiológica – resultados preliminares da avaliação de seis capitais brasileiras. (2020). In SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.442

                    Serie

                    Ciencias de la Salud

                    Plaudit