DOI del artículo publicado http://doi.org/10.33448/rsd-v9i8.5896
Años de vida perdidos ajustados por discapacidad (DALY)) entre profesionales de enfermería debido a la infección por COVID-19 en Brasil
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.414Keywords:
COVID-19, Carga da Doença, Enfermagem, DALYResumen
Introdução: Em todo mundo, a epidemia do COVID-19 afeta milhares de pessoas com reflexos devastadores no setor saúde e impactos negativos na força de trabalho assistencial. A carga de doença atribuível a infecção pelo COVID-19 entre os profissionais de saúde na linha de frente do combate à doença, até então desconhecida, deve orientar as políticas para o enfrentamento da pandemia, considerando as particularidades de cada categoria profissional e as regionalidades. A questão de pesquisa é: Qual a carga da infecção pelo COVID-19 entre os profissionais de enfermagem no Brasil? Objetivos: Estimar a carga da doença atribuível a infecção pelo COVID-19 entre os profissionais de enfermagem, estimar os anos de vida perdidos devido a mortalidade prematura (YLLs), estimar os anos perdidos por incapacidade (YLD) e estimar os anos de vida ajustados por incapacidade (DALY). Método: Trata-se de um estudo ecológico, onde o conjunto de indivíduos é a unidade de análise. Foram utilizados dados de mortalidade, morbidade e expectativa por faixa-etária dos profissionais de enfermagem registrados no Observatório da Enfermagem do Conselho Federal de Enfermagem (COFEn) até o dia 05 de maio de 2020 e no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relativo ao ano de 2018, respectivamente. Foram estimados a prevalência da doença, os Anos de Vida Perdidos (YLL) e os Anos Vividos com Incapacidade (YLD). A soma destes dois últimos, possibilitou estimar os Anos de Vida Ajustados por Incapacidade (DALY). O peso da doenças foi extraída do Estudo de Carga de Doença Global (GBD) de 2017, considerando a infecção respiratória de vias inferiores moderada. A análise considerou a distribuição segundo categoria profissional, sexo e faixa-etária. Resultados: Foram analisados 91 óbitos e 10.748 profissionais diagnosticados com COVID-19. A prevalência da doença foi de 0,046% com taxa de letalidade de 0,85%. Entre 20 de março e 5 de maio, a enfermagem Brasileira perdeu 498,13 DALY (IC95% 438,62 – 557,64). Destes, 81,04% foram por morte prematura. A taxa de DALY perdidos por 1000 profissionais padronizada por idade foi de 216,02. O DALY foi maior entre os profissionais de 31 – 40 anos de idade (901,36 DALYs). O YLD foi maior entre as mulheres (453,70 YLDs e taxa de 1.37/mil) e entre os Técnicos de Enfermagem (217,01 YLDs e taxa de 164.37/mil). O sexo feminino representou 82,76% do total de DALYs. Nesse grupo, a taxa de YLD foi 27,5 vezes maior do que na população masculina. Conclusão: Quase 500 DALY foram perdidos no Brasil devido a infecção pelo COVID-19 entre os profissionais de enfermagem, essencialmente por mortalidade prematura. Este estudo permite comparar a carga da doença com outros profissionais, entre regiões e outros países, salientando-se, no entanto, a necessidade de estudos de base populacional para cada profissional de saúde que forneçam informação específica de morbilidade, para orientar e informar decisões acerca da implementação de medidas para a redução da carga da doença e melhoria dos desfechos relacionados ao COVID-19.
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Derechos de autor 2020 Roberto Silva, Carlos Roberto Lyra da Silva, Daniel Aragão Machado, Antônio Augusto de Freitas Peregrino, Cristiano Bertolossi Marta, Luana Cardoso Pestana, Cássio Maia Pessanha, Elaine Cristine da Conceição Vianna, Isabella Barbosa Meireles

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