Fraseologismo sem mundo: expressões idiomáticas não convencionalizadas, inteligência artificial generativa e letramento fraseológico crítico
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.18623Keywords:
Letramento fraseológico crítico, Expressão idiomática, Inteligência artificial generativa, Ensino de línguas, ClassemaResumen
Este artigo analisa como dois modelos de inteligência artificial generativa, o ChatGPT e o Microsoft Copilot, aceitam como expressões idiomáticas combinações lexicais não convencionalizadas, tanto em português brasileiro quanto em inglês, criadas por comparação a unidades autênticas desses idiomas. Com base nos estudos freireanos sobre a leitura do mundo, a pesquisa relaciona a competência fraseológica humana, a competência fraseológica artificial simulada, o conceito de classema e a proposta de um letramento fraseológico crítico. Investigaram-se 79 aceitações, extraídas de um estudo anterior com 360 respostas, por meio de codificações independentes feitas por dois modelos de linguagem, com revisão constante de pesquisador humano, de modo qualitativo nos níveis classemático, fraseológico e do letramento. Os resultados apontam que os modelos atribuem o sentido da unidade de base ou criam-no a partir da composicionalidade, inventando etimologias, registros sociopragmáticos, variações regionais e até mesmo propostas de aplicação didática, o que confere a essas sequências sem mundo um mundo fabricado e artificial. Defende-se que o letramento fraseológico crítico possibilita a docentes e aprendizes de língua materna ou adicional questionar essa autoridade, ao verificar a autenticidade dessas unidades em fontes independentes antes de aplicá-las ao ensino.
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