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Política linguístico-educacional e avaliação diagnóstica em contexto migratório: uma análise da rede estadual de Roraima

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  • Nilmara Gomes Universidade Estadual de Roraima image/svg+xml https://orcid.org/0009-0007-0209-2171
    • Conceptualization
    • Formal Analysis
    • Investigation
    • Methodology
    • Validation
    • Writing – Review & Editing
    • Writing – Original Draft Preparation

DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.18608

Keywords:

Política linguístico-educacional, avaliação diagnóstica, educação para o plurilinguismo

Resumen

Este artigo analisa como a reconfiguração da avaliação diagnóstica de Língua Portuguesa do 6º ano da rede estadual de Roraima, entre 2024 e 2026[1], materializa decisões de política linguístico-educacional em um território marcado pela migração e pela diversidade linguística. A análise considera os instrumentos de avaliação como mecanismos institucionais que definem quais conhecimentos são reconhecidos e como podem ser demonstrados pelos estudantes (Shohamy, 2006). Nesse contexto, a distinção entre multilinguismo, associado à coexistência de línguas, e plurilinguismo, relacionado à constituição e à mobilização de repertórios linguísticos, permite examinar as diferentes funções atribuídas às línguas nas atividades (Coste, Moore e Zarate, 2009). Para investigar essas relações, desenvolvemos uma pesquisa qualitativa, documental e comparativa, orientada pela análise de conteúdo (Bardin, 2016), considerando provas, cadernos orientadores, gabaritos, rubricas e planilhas de registro. Os resultados mostram que os instrumentos de 2024 e 2025 incorporavam referências territoriais e mantinham os procedimentos de correção e registro. Em 2026, a diversidade linguística passou a integrar explicitamente situações comunicativas e atividades de compreensão interlinguística, preservando os conhecimentos curriculares de Língua Portuguesa como objeto da avaliação (Melo-Pfeifer e Ollivier, 2025). Essa reformulação também introduziu orientações para reconhecer recursos de diferentes línguas nas respostas e rubricas específicas para a resposta escrita curta e a produção textual, cujas seis dimensões passaram a ser registradas separadamente. Concluímos que as modificações ampliaram as possibilidades documentadas de reconhecimento dos repertórios linguísticos e de interpretação das aprendizagens, sem permitir inferências sobre seus efeitos nas práticas escolares.

 

[1] O conjunto de dados de apoio aos resultados deste estudo não está disponível ao público, mas pode ser enviado conforme solicitação.

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Biografía del autor/a

Nilmara Gomes, Universidade Estadual de Roraima

Doutora em Estudos Linguísticos pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na área de Linguística Aplicada, com pesquisas voltadas ao acolhimento linguístico de estudantes migrantes e refugiados. Mestre em Letras pela Universidade Federal de Roraima (UFRR), com estudos fundamentados na Análise Crítica do Discurso, especialmente sobre representações de língua. Atua como professora do curso de Letras da Universidade Estadual de Roraima (UERR) onde coordena o curso de extensão Ler a aprendizagem. Atua, também, como assessora pedagógica na Divisão de fortalecimento do Currículo na Secretaria de Educação e Desporto de Roraima, onde coordena o ProAlfaLetraRR. Integra os grupos de pesquisa Português como Língua Adicional em Roraima (CNPq/UERR) e IndisciPLAR: Português como Língua Adicional em Perspectiva Indisciplinar (Unicamp).

Enviado

25/10/2026

Postado

30/10/2026

Cómo citar

Política linguístico-educacional e avaliação diagnóstica em contexto migratório: uma análise da rede estadual de Roraima. (2026). In SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.18608

Serie

Linguística, letras y artes

Plaudit

Declaración de datos

  • Los datos de investigación están disponibles a petición, condición justificada en el manuscrito