Preprint / Versión 1

Da epidemiologia à interculturalidade: panorama da produção científica sobre Saúde Bucal Indígena no Brasil (1999–2025)

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  • Rayssa Zuchi Kasinof Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) image/svg+xml https://orcid.org/0009-0007-3400-8296
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  • Caio Vieira de Barros Arato Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) image/svg+xml https://orcid.org/0000-0003-4124-5728
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  • Luciane Miranda Guerra Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) image/svg+xml https://orcid.org/0000-0002-7542-7717
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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.18545

Keywords:

Saúde de populações indígenas, sistemas locais de saúde, política de saúde

Resumen

Introdução: Apesar dos avanços das políticas públicas voltadas à saúde indígena, a produção científica em Saúde Bucal (SB) dessa população reduz-se na limitada incorporação de perspectivas interculturais e protagonismo desses povos. Objetivo: Analisar a produção científica sobre SB indígena no Brasil, no período de 1999 a 2025, considerando sua distribuição temporal, características metodológicas, origem institucional, geográfica e as áreas temáticas. Material e método: Realizou-se uma análise da bibliografia por meio de uma revisão de escopo nas bases de dados BVS/LILACS e PubMed/MEDLINE. Resultado: Foram identificados 7.506 estudos nas bases, dos quais 60 foram incluídos. Observou-se produção distribuída em 22 anos, com início em 1999 e continuidade até 2025. A média foi de 2,7 publicações/ano, sem crescimento linear. O pico ocorreu em 2018, com nove artigos. A produção concentrou-se em 35 periódicos, sendo 28,5% dos artigos publicados nos periódicos Ciência & Saúde Coletiva e 14,2% em Cadernos de Saúde Pública. Predominaram publicações em língua inglesa (68,3%) e estudos quantitativos (83%). Destaque para o Estado de São Paulo (28,3%), seguido pelo Estado do Rio de Janeiro. A Fundação Oswaldo Cruz foi a instituição mais produtiva (23,3%), seguida pela Universidade de São Paulo (16,7%). Quanto às abordagens temáticas, prevaleceu a “epidemiologia das doenças bucais” (55%), seguida por “antropologia e cultura” (15%), “desigualdades sociais” e “serviços de saúde” (11,7% cada), e “morfologia/biologia oral” (6,67%). Conclusão: A produção científica permanece concentrada em abordagens epidemiológicas e quantitativas, com limitada incorporação de perspectivas interculturais e cosmopercepções indígenas, indicando a necessidade de ampliação epistemológica no campo.

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Enviado

21/10/2026

Postado

21/10/2026

Cómo citar

Da epidemiologia à interculturalidade: panorama da produção científica sobre Saúde Bucal Indígena no Brasil (1999–2025). (2026). In SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.18545

Serie

Ciencias de la Salud

Plaudit

Declaración de datos

  • Los datos de investigación están disponibles a petición, condición justificada en el manuscrito