De Um Brasil para os brasileiros a Diário de Bitita: uma interpretação do Brasil pela obra de Carolina Maria de Jesus (1972-1986)
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17808Keywords:
Carolina Maria de Jesus, Pensamento social, Literatura e sociedadeResumen
Este trabalho dialoga com as discussões da área de Pensamento Social no Brasil, da Sociologia da Literatura e com a fortuna crítica sobre a obra de Carolina Maria de Jesus (1914-1977). Objetiva-se caracterizar uma visão social de Brasil elaborada pela escritora, compreendida como uma interpretação sua sobre problemas nacionais. A análise será apreendida a partir de Um Brasil para os brasileiros, manuscrito publicado postumamente sob o título de Diário de Bitita (1986). Para compreender as características dessa interpretação, pretende-se mobilizar termos carolineanos e categorias êmicas presentes em sua obra, como “custo de vida”, “reforma urbana”, “reforma agrária”, “Segunda Abolição” e crítica ao “desenvolvimentismo”, entre outros. O estudo enfoca a produção de De Jesus no período posterior a Quarto de Despejo (1960), marcada pelo deslocamento para o extremo sul de São Paulo, pelo esquecimento e pela escassez. Busca-se compreender como, nesse contexto, a autora elabora uma leitura sobre modernidade, nação e cidadania. Além disso, procura-se investigar as tensões presentes em sua produção e os possíveis motivos que contribuíram para que sua obra permanecesse à margem do cânone literário e das discussões do Pensamento Social Brasileiro. O estudo terá Um Brasil para os brasileiros como fonte principal, em diálogo comparativo com Diário de Bitita e com pesquisas dedicadas às obras da autora.
Downloads
Enviado
Postado
Cómo citar
Serie
Derechos de autor 2026 Rafaela Panzeri Rodrigues

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Datos de los fondos
-
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Números de la subvención 88887.270741/2026-00
Plaudit
Declaración de datos
-
Los datos de investigación están incluidos en el propio manuscrito


