Preprint / Versión 1

Trajetórias juvenis, temporalidades e necropolítica: reflexões sobre adolescentes autores de ato infracional

article.authors6a81850458a88

DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17442

Keywords:

necroinfância, necropolítica, sistema socioeducativo, temporalidades, juventudes

Resumen

O presente artigo analisa a tensão entre a promessa de proteção integral prevista na Constituição Federal de 1988 e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a permanência de práticas sociais e institucionais que expõem crianças e adolescentes negros, pobres e periféricos à morte física e à morte social. Metodologicamente, o trabalho se caracteriza como uma revisão bibliográfica articulada à análise documental de fontes normativas. Para aproximar a discussão teórica das experiências observadas no sistema socioeducativo, o artigo mobiliza fragmentos biográficos, produzidas pelos percursos cruzados entre suas autoras e adolescentes em conflito com a lei, no contexto de nossas atuações profissionais, respectivamente, como professora em unidade socioeducativa de internação e Promotora de Justiça da Infância e Juventude no interior do Maranhão. Argumentamos que o dispositivo da necroinfância (Noguera, 2020) se perpetua no Brasil ao suprimir o direito à proteção infantojuvenil em duas frentes: a morte rápida, caracterizada pela violência armada letal, e a morte lenta, marcada pela negação de direitos fundamentais, exclusão escolar e inserção precoce no trabalho. Concluímos que para os jovens negros e pobres, a dificuldade de planejar o futuro é uma imposição da necropolítica (Mbembe, 2018). Confinados a um presente de privações estruturais, seu horizonte de expectativas é interditado pela iminência constante da morte física ou social.

Downloads

Los datos de descarga aún no están disponibles.

Biografía del autor/a

Giovanna Palhano, Universidade Estadual do Maranhão

graduada em Ciências Sociais pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), mestranda do Programa de Pós-Graduação em Estudos Criminológicos (UEMA) e professora da rede estadual de ensino do Maranhão. 

Michelle Adriane Saraiva Silva Dias, Universidade Estadual do Maranhão

graduada em Direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), mestranda do Programa de Pós-Graduação em Estudos Criminológicos (UEMA), Promotora de Justiça do Ministério Público do Maranhão.

Enviado

13/08/2026

Postado

14/08/2026

Cómo citar

Trajetórias juvenis, temporalidades e necropolítica: reflexões sobre adolescentes autores de ato infracional. (2026). In SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.17442

Serie

50ª Reunión Anual de la ANPOCS

Plaudit

Declaración de datos

  • Los datos de investigación están incluidos en el propio manuscrito