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Tendência da mortalidade fetal e infantil segundo evitabilidade das causas de morte e escolaridade materna

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  • Pauline Lorena Kale Instituto de Estudos em Saúde Coletiva/Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil https://orcid.org/0000-0001-5439-9158
    • Sandra Costa Fonseca Instituto de Saúde Coletiva/Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ, Brasil
      • Pedro Willian Marques de Oliveira Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica. Instituto de Estudos em Saúde Coletiva/Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
        • Alexandre dos Santos Brito Instituto de Estudos em Saúde Coletiva/Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

          DOI:

          https://doi.org/10.1590/1980-549720210008.supl.1

          Keywords:

          Mortalidade fetal, Mortalidade neonatal, Estudos de séries temporais, Causa básica de morte, Escolaridade, Monitoramento das Desigualdades em Saúde

          Resumen

          Objetivo: Estimar a tendência das taxas de mortalidade fetal (TMF) e neonatal (TMN) por causas evitáveis e escolaridade materna, no município do Rio de Janeiro (2000 - 2018).

          Método: Estudo ecológico de séries temporais. Dados do Sistemas de Informações sobre Mortalidade e Nascidos Vivos. Utilizou-se a Lista Brasileira de Evitabilidade para óbitos neonatais e sua adaptação para óbitos fetais, segundo indicadores de escolaridade materna (baixa <4 e alta ≥12 anos de estudo). Utilizaram-se modelos de regressão Joinpoint para estimar tendência da TMF por mil nascimentos e TMN por mil nascidos vivos.

          Resultados: A TMF passou de 11,0‰ para 9,3‰ e a TMN de 11,3‰ para 7,8‰ (2000/2018). Em 2006, a TMF (10,5‰) ultrapassou a TMN (9,0‰), mantendo-se superior. Entre 2000 e 2018, o decréscimo anual da TMF foi 0,8% (2000 a 2018) e da TMN, 3,8% até 2007, desacelerando para 1,1% até 2011; seguindo com estabilidade. Causas evitáveis, principalmente aquelas reduzíveis por atenção à gestação, apresentaram taxas mais elevadas. Tanto a TMF como a TMN de mulheres com baixa escolaridade foram superiores às de alta, bem mais acentuada a diferença para TMF e no final do período: TMF de baixa e alta escolaridade foram, respectivamente 16,4‰ e 4,5‰ (2000) e 48,5‰ e 3,9‰ (2018), e para TMN, 18,2‰ e 6,7‰  (2000) e 28,4‰ e 5,0‰ (2018) .

          Conclusão: A tendência favorável de decréscimo da mortalidade não foi observada para filhos de mães com baixa escolaridade, revelando desigualdades. As causas foram majoritariamente evitáveis, relacionadas à assistência pré-natal e no parto.

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          Postado

          14/12/2020

          Cómo citar

          Tendência da mortalidade fetal e infantil segundo evitabilidade das causas de morte e escolaridade materna. (2020). In SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/1980-549720210008.supl.1

          Serie

          Ciencias de la Salud

          Plaudit