CIBERATIVISMO E RESISTÊNCIA À DITADURA NA GUINÉ-BISSAU: NOTAS PARA UMA DISCUSSÃO INTRODUTÓRIA
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.13290Keywords:
Guiné-Bissau, ciberativismo,, redes sociais, movimentos sociais, autoritarismoResumen
A internet tem desempenhado um papel crucial na resistência ao autoritarismo, permitindo a coordenação de protestos, a denúncia de violações de direitos humanos e a construção de redes de solidariedade, tanto nacionais quanto transnacionais, que conectam ativistas locais e da diáspora. O ressurgimento da internet na Guiné-Bissau, a partir de 2013, foi um marco fundamental para a continuidade das lutas dos movimentos sociais, oferecendo novas possibilidades para a organização e ampliação da contestação política. Este artigo analisa as estratégias de atuação dos movimentos sociais na Guiné-Bissau, um contexto de repressão política, com ênfase no uso das redes sociais — especialmente Facebook, WhatsApp, Instagram e TikTok — como ferramentas de mobilização e articulação política. O trabalho caracteriza-se como uma pesquisa documental, desenvolvida a partir de um estudo de caso e fundamentado em uma abordagem qualitativa. Os dados foram coletados nas redes sociais, reportagens de jornais; além disso, realizaram-se revisão da literatura a respeito do tema buscando compreender como as mídias digitais potencializam a resistência e reconfiguram os mecanismos de engajamento dos movimentos sociais no país. Compreende-se que o ciberativismo não apenas desafia o autoritarismo político, mas também redefine os paradigmas da participação política e do exercício de ativismo em contexto de perseguição política.
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