OS MÚLTIPLOS SUS
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.13107Keywords:
agente comunitário de saúde, etnografia, saúde pública, sistema único de saúde, pandemiaResumen
Este artigo tem como foco analisar as indeterminações e as incompletudes dos múltiplos SUS, que aparecem em falas, imagens, eventos, sentimentos e experiências – um SUS em movimento, um SUS vivido. A ideia de múltiplos, na qual se concebe um SUS feito de partes, com variações contextuais, serve como recurso metodológico ante o desafio analítico de etnografar o sistema público de saúde. Volta-se, assim, para um SUS desagregado, o seu modo de dissolução, onde a rasura se torna importante. Para isso, deve-se ir atrás da imagem que existe fora do contexto, do usuário que carrega a sua perspectiva e de ideias e memórias contadas sobre um SUS a ser vivido. É a partir dessas perspectivas, continuidades, contradições e incompletudes que se espera descrever o SUS. E, nesse caso, não há ponto fixo de comparação. A etnografia ocorreu entre os anos de 2020 e 2023, no contexto da pandemia, na Secretaria de Saúde do município de Juiz de Fora, Minas Gerais, tendo como interlocutores gestores e técnicos do Sistema Único de Saúde. Outros lugares de observação compõem o fio etnográfico – o bairro Parque das Torres e o serviço de Atenção Primária à Saúde da localidade. Devo, ainda, sublinhar a minha experiência como agente comunitário de saúde, entre os anos de 2003 e 2009, e que se mistura à etnografia.
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