The clock in prison moves in slow motion: intersections between time and punishment from the perspective of incarcerated elderly in a brazilian penitentiary
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.9711Keywords:
time, punishment, temporalization of sentence, aging, incarcerated elderlyAbstract
Este artigo tem como objetivo desenvolver, por meio da análise de relatos de idosos internos de uma penitenciária brasileira, intersecções entre as categorias tempo e pena. Para tanto, foi realizado um estudo de caso com abordagem qualitativa. Durante a coleta de dados, foram utilizadas a observação direta e entrevistas semiestruturadas. A pesquisa foi realizada em 2022 e contou com a participação de 12 internos do sexo masculino, com 60 anos ou mais, que estavam, à época, presos na Penitenciária Lemos Brito (PLB), instituição localizada em Salvador/BA e destinada a condenados a cumprir pena em regime fechado. Em campo, os achados demonstraram que os interlocutores, além de cumprirem longas penas, relataram trajetórias pregressas de múltiplas experiências, incluindo longos períodos de atividades laborais e formação de famílias extensas. Portanto, a ruptura temporal causada pelo encarceramento adquiriu formas particulares entre os idosos internos, assumindo intensidade própria vinculada à sensação de não vivenciar parte considerável da velhice em liberdade. Identificou-se também que, diferentemente de outras prisões do país, a maioria dos idosos internos da PLB exercia atividades laborais prisionais. Notou-se que os presos envolvidos em tais trabalhos conseguiram reduzir significativamente o tempo de pena por meio da remissão e perceberam que o tempo passava mais rápido. Assim, conclui-se que, na perspectiva dos interlocutores, o tempo está no centro das disputas materiais e simbólicas em torno do cumprimento das penas.
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