Desigualdades de gênero na Engenharia: avanço ou estagnação na última década?
DOI:
https://doi.org/10.1590/1982-57652026v31id297334Palavras-chave:
educação superior, engenharia, relações de gêneroResumo
Este artigo objetiva analisar tendências e mudanças quanto à representação feminina nos cursos de Engenharia, bem como o perfil social das e dos estudantes das universidades e institutos federais do Brasil, a partir dos microdados do Censo da Educação Superior com o recorte para a última década (2014-2023). Teoricamente, o trabalho se fundamenta nos estudos sobre estratificação horizontal da educação superior e das relações sociais de gênero, no âmbito da Sociologia da Educação. Utilizando estatística descritiva, a análise dos resultados reflete a tendência do ensino superior federal de crescimento modesto de ingressantes e diversificação de seu perfil social como consequência de políticas afirmativas. Quanto à representação feminina, observa-se um gradual aumento. No entanto, confirmando a literatura revisada, a maior representação feminina está nas novas habilitações, muitas delas relacionadas às ciências biológicas, como Engenharia Bioquímica, Biotecnologia, de Alimentos e Ambiental, áreas já consideradas femininas.
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Copyright (c) 2026 Alice Cristina Figueiredo, Maria Amália Almeida Cunha, Cibele Noronha de Carvalho

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