A COZINHA DO TERREIRO COMO TERRITÓRIO DE CONSTRUÇÃO E AFIRMAÇÃO IDENTITÁRIA
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.9958Palavras-chave:
Terreiro, Cozinha, Candomblé, Identidade, Práticas AlimentaresResumo
Este artigo busca produzir um olhar antropológico voltado para a kafubera, ou seja, a cozinha do Terreiro. Durante a pesquisa de campo etnográfica, estabeleci um diálogo entre as minhas experiências enquanto pesquisador e iniciado no Candomblé de Angola, para que, desta forma, desenvolvesse um discurso enfatizando a cozinha do Terreiro como território de construção e afirmação identitária. A literatura antropológica sobre a temática, juntamente com as observações e análises interpretativas entre os sujeitos da pesquisa, em que me incluo, foram as bases para as investigações. As análises partem da observação dos ritos que envolvem as práticas alimentares e os adeptos do Candomblé, destacando também as atividades corriqueiras da vida cotidiana, responsáveis pela produção de extensões das identidades e circulação de ensinamentos dentro do Terreiro. Concluo que, as práticas alimentares relacionadas à cozinha no Candomblé, através da produção das comidas e de outras formas de comer no Terreiro, revelam saberes, condutas e aprendizados que são responsáveis pelo processo de formação identitária dos filhos e filhas de Santo.
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