Choque, trauma e espetáculos sangrentos: analisando o trauma da violência dos Estados Unidos no contexto da Guerra ao Terror e sua relação com o Torture Porn
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.9957Palavras-chave:
Estados Unidos, política externa, afetos e emoções, cultura popular, cinema de terror, guerra ao terrorResumo
O presente trabalho busca analisar filmes de terror norte-americanos do subgênero torture porn e a maneira como eles se relacionam com as discussões políticas da época sobre a invasão do Iraque pelos Estados Unidos e a divulgação de fotos de tortura por parte de oficiais norte-americanos em prisões no exterior. Esses filmes surgem em um contexto em que a violência e discussões sobre guerra e tortura estão cada vez mais presentes na vida cotidiana dos EUA, de forma que esses filmes buscam representar as complexidades éticas de um assunto cada vez mais comentado. A construção da bibliografia se deu a partir de três pilares: a virada estética nas Relações Internacionais, estudos sobre emoções e traumas em comunidades políticas e uma literatura crítica sobre filmes de terror. Já as franquias trabalhadas foram os quatro primeiros filmes de “Jogos Mortais” e os dois primeiros de “O Albergue”. Os Atentados de 11 de setembro geraram um sentimento de humilhação e vergonha que servem, em parte, para explicar o fenômeno da Guerra ao Terror. As fotos divulgadas se mostram como a prova concreta do uso de tortura de maneira disseminada pelos soldados norte-americanos e, mais do que isso, a existência de um Estado que autoriza violações aos direitos humanos. Talvez pela primeira vez, o cidadão comum norte-americano é confrontado com uma dura verdade: a tortura e a violência estão intrinsecamente ligadas aos valores estadunidenses e, em muitos outros lugares, o “Outro” monstruoso são eles.
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