AS FAZENDAS DE REPRODUÇÃO HUMANA: A RAÇA ENQUANTO TECNOLOGIA DO AGRONEGÓCIO NO SISTEMA INTERNACIONAL
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.9835Palavras-chave:
Relações etnico-raciais, Relações Internacionais no Brasil, História, biopolíticaResumo
O presente trabalho objetiva denotar o papel da raça enquanto tecnologia do agronegócio no sistema internacional moderno, tendo como pano de fundo o sistema escravista intra-caribenho entre Estados Unidos e o Brasil. Para isso, entende-se que a escravidão intra-caribenha foi central que gerou um grande comércio, com o formato de agronegócio, com a venda de humanos e a produção do açúcar no nordeste brasileiro. Nesse sentido, o principal argumento do trabalho é de que a raça tornou o capitalismo racial enquanto tecnologia central para o sistema internacional colonial para a Europa. De modo a desenvolver o seu argumento, o artigo está estruturado em duas seções. A primeira seção irá problematizar a relação entre raça, capitalismo racial e tecnologia na conjuntura econômica global. A segunda seção irá evidenciar a dimensão tecnológica das colônias com as fazendas de reprodução humana nos EUA no formato intra-americano e intra-caribenho para continuação da exploração da mão de obra negra. O debate presente neste trabalho contribui para produção e entendimento sobre o capitalismo racial, também, como contribuição histórica da escravidão e sua expansão pela América Latina, Caribe até a América do Norte e assim analisá-los de forma multidimensional viabilizando horizontes emancipatórios. Palavras-chave: Raça, sistema internacional, capitalismo racial, tecnologia, agronegócio.
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