Resistência insulínica hepática: Um diabetes tipo 2 hepático
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.9605Palavras-chave:
Resistência à insulina, Resistência à insulina hepática, Diabetes mellitus tipo 2Resumo
Introdução: O fígado desempenha um papel crítico na homeostase da glicose e lipídios. A resistência à insulina (RI) tem sido cada vez mais reconhecida como um fator etiológico primário em distúrbios metabólicos. A resistência à insulina hepática (RIH) é uma manifestação específica da RI caracterizada pela redução da resposta hepática à insulina, apesar dos níveis elevados de insulina circulante. Objetivo: Este manuscrito visa avaliar o papel da RIH na patogênese dos distúrbios metabólicos, com foco em sua relação com a doença hepática gordurosa associada à disfunção metabólica (DHGDM) e o diabetes mellitus tipo 2 (DMT2). Métodos: Foi realizada uma busca abrangente na literatura para explorar os mecanismos subjacentes da RIH, suas implicações clínicas e sua associação com a DHGDM e o DMT2. Resultados: A RIH é caracterizada pela redução da captação de glicose mediada pela insulina e pelo aumento da produção hepática de glicose. Essa disfunção metabólica contribui para o desenvolvimento de esteatose hepática, dislipidemia e RI em tecidos periféricos. A interação entre RIH e lipogênese é importante na progressão da DHGDM e sua associação com o DMT2, podendo ser descrita como um equivalente hepático do DMT2. Conclusão: A compreensão de uma condição semelhante ao DMT2 no fígado é decisiva para o desenvolvimento de tratamentos mais direcionados e eficazes.
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Copyright (c) 2024 Luis Jesuino de Oliveira Andrade, Gabriela Correia Matos de Oliveira, Alcina Maria Vinhaes Bittencourt , Isabela Pimenta Xavier , Luís Matos de Oliveira

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