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“O corpo é uma fonte de amostras”: Uma análise da conceptualização do corpo como objeto médico-científico na legislação portuguesa sobre biobancos

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DOI:

https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.9572

Palavras-chave:

Biobancos, Corpo, Amostras Biológicas Humanas, Investigação em saúde, legislação portuguesa

Resumo

Os biobancos são repositórios de amostras biológicas humanas associadas a registos médicos, recolhidos de forma sistemática, para serem utilizados em investigação biomédica. Apesar de comum as práticas de colecionismo médico e por parte dos investigadores das ciências da vida, o crescimento destas atividades veio trazer para o debate as questões sociais, éticas e legais da recolha e armazenamento de “partes do corpo” e amostras biológicas a serem utilizadas em investigação.

Neste artigo, pretende-se explorar os sentidos sociais e simbólicos atribuídos ao corpo no contexto da recolha e armazenamento de amostras biológicas para investigação – como este é conceptualizado, organizado e vigiado, bem como a que atores e que referencias se encontram por detrás dessa organização.

Deste modo, a partir de uma análise da legislação com recurso a CAQDAS (Computer Assisted Qualitative Data Analysis Software) foi possível explorar o corpo como uma fornte de dados biológicos e informacionais, que se constitui como um objeto médico-científico necessário à produção de saber médico. Apesar da salvaguarda dos direitos dos dadores de amostras biológicas, o protagonismo da medicina é evidente quer na conceção do corpo, quer na sua administração.

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Postado

09/08/2024

Como Citar

“O corpo é uma fonte de amostras”: Uma análise da conceptualização do corpo como objeto médico-científico na legislação portuguesa sobre biobancos. (2024). Em SciELO Preprints. https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.9572

Série

Ciências Sociais Aplicadas

Plaudit

Declaração de dados

  • Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito