‘FÉRIAS SÃO FÉRIAS, CERTO? PERCEPÇÕES DOS PROFESSORES BRASILEIROS SOBRE A RELAÇÃO ENTRE SUAS VIDAS PROFISSIONAIS E PESSOAIS
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.9061Palavras-chave:
trabalho acadêmico, equilíbrio entre vida profissional e pessoal, produtivismo, professores universitários brasileiros, ensino superiorResumo
O equilíbrio entre vida profissional e pessoal no ensino superior tem sido amplamente estudado, mas a compreensão da cultura de trabalho acadêmico no Sul Global, especificamente no Brasil, é limitada. Este artigo explora as percepções de professores universitários brasileiros sobre a interface entre vida profissional e pessoal. Baseando-se em 516 respostas a um questionário sobre o uso do tempo fora do trabalho para tarefas acadêmicas e referenciando o filósofo Byung-Chul Han e o sociólogo Lewis Coser, foram identificados cinco temas principais que ajudam a preencher essa lacuna: complexidade das tarefas e ambientes, dedicação excessiva, estratégias de adaptação, custos de adaptação e estratégias de resistência. Docentes universitários no Brasil enfrentam cargas de trabalho intricadas em ambientes que muitas vezes não apoiam seus esforços, resultando em limites difusos entre suas vidas profissionais e pessoais. Alguns veem seus papéis com uma paixão vocacional ou obtêm prazer de suas tarefas, enquanto outros são assediados pelas demandas profissionais. Essa dedicação pode levar à culpa, afetando tanto as relações pessoais quanto o bem-estar. Para lidar com esses desafios, muitos adotam um planejamento rigoroso, mas a constante invasão de responsabilidades de trabalho pode induzir cansaço, estresse e complicações de saúde. Um segmento de acadêmicos, influenciados por eventos significativos na vida, recorre a estratégias que destacam a delimitação entre trabalho e lazer, frequentemente tratando as férias como períodos sagrados de descanso. Este estudo destaca a necessidade de autoconsciência e estratégias individualizadas para gerenciar a sobrecarga de trabalho e faz um apelo para um desafio mais amplo à cultura prevalente do produtivismo na academia e suas ramificações na vida universitária. Subjacente à discussão, está a ideia de “universidades promotoras de saúde” como uma possibilidade de mudanças futuras e promoção da saúde para toda a comunidade acadêmica.
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Copyright (c) 2024 Mayara Matos, Rebecca Sanderson, Roraima Alves Costa Filho, Roberto Tadeu Iaochite

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