Confluências entre artes, saúdes, ambiente, escutas e comunicações: a vivência do Projeto Ilha dos Abraços no território quilombola da Ilha de Maré em Salvador, Bahia, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.8918Palavras-chave:
Quilombolas, saúde planetária, arte, comunidades tradicionais, ciência cidadãResumo
Este artigo se propôs a construir coletivamente com a comunidade da Ilha de Maré, localizada em Salvador, Bahia, Brasil; um texto-território-denúncia sobre a necropolítica ambiental e a resistência da comunidade. O projeto Ilha dos Abraços, parte do projeto guarda-chuva Planet&Ar, se propôs trabalhar vigilância popular através de uma residência artística com um grupo transdisciplinar de artistas, profissionais da saúde e urbanistas para realizar um mapa de memórias com as histórias da comunidade e painéis de grafite que se comunicassem em um “livro navegável”. A residência artística aconteceu entre 11-20/11/2022 com a realização de oficinas de quadrinhos, grafite, saúde planetária, sete painéis de grafite e entrevistas para a composição do mapa de memórias. Há a necessidade de saber pisar no território para adentrar uma comunidade quilombola e a percepção não apenas da tradição oral da Ilha de Maré, mas também a da escuta, e se propõe o termo “escutação”. Reflete-se também sobre a invisibilização da ilha frente à poluição e aos poderes públicos, de forma que a arte transgride este silenciamento. Assim, saúde planetária pode ser uma aliada para a luta da comunidade, porém questiona-se o conceito universalizante, propondo-se a ideia de saúde(s) planetária(s).
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Copyright (c) 2024 Mayara Floss, Maristela Menezes Lopes, Lorena Bomfim de Carvalho, Iris Bomfim dos Santos, Marly Antonia Nascimento Barbosa, Isadora Zanella Zardo, Alexis Milonopoulos, Paulo Hilário Nascimento Saldiva, Nelzair Araujo Vianna

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