DOI do preprint publicado https://doi.org/10.1590/01031813v63220248675618
A GEOPOÉTICA DA LAMA: DOS ALAGADOS DO MANGUE A UMA ESTÉTICA DE RESISTÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.1590/01031813v63220248675618Palavras-chave:
geopoética, lama, política, racismo, antropocenoResumo
A partir da geopoética, esse artigo busca introduzir o conceito mais específico da geopoética da lama como forma relevante de abordagem analítica estética para a percepção do estresse ambiental e social do mundo contemporâneo. Para tanto, buscamos, em diversas manifestações artísticas brasileiras, como a poesia, a música, o cinema e as artes visuais, exemplos em que a materialidade e a simbologia da lama são usadas para revelar uma miséria que reflete, de certa forma, o descompasso entre o ser humano e o meio ambiente. Tal descompasso está na reflexão de pensadores de distintas áreas, como o médico e geógrafo Josué de Castro, o poeta e professor Michel Collot, o filósofo Gaston Bachelard, o sinólogo Augustin Berque e os pensadores indígenas Davi Kopenawa e Ailton Krenak. Essa reflexão sobre os espaços atuais acaba revelando as cargas racista e colonial que ainda imperam em suas organizações e ocupações, como apontam Silvio Almeida e Enrique Dussel. No entanto, embora seja indício dessa violência, observamos que a lama possui, devido ao poder de expressão artística de sua elasticidade formal e simbólica, potência política não apenas para denunciar mazelas socioambientais como também para propor resistências e possibilidades, que passam também pela consciência por meio da sensibilização e pela reconciliação do ser humano com seu meio.
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