O corpo do michê e os ossos do ofício: uma leitura biografemática
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.8865Palavras-chave:
Nossos ossos, Marcelino Freire, Corpo-prostituto, BiografemaResumo
No espaço dos estudos literários, adotar o conceito de “biografema”, proposto pelo teórico francês Roland Barthes, significa compreender a condição possível de ferramenta de construção da existência do personagem, ou seja, na tomada de uma característica, um detalhe, um evento é /ou um fragmento específico da vida do sujeito ficcional, enquanto metonímia (partes do todo). Desse modo, para analisarmos no romance Nossos ossos (2013), de Marcelino Freire, o personagem Cícero, ao qual temos acesso por meio de fragmentos, recorremos à leitura biografemática. A análise concentra-se, sobretudo, na narração do assassinato de Cícero. A partir dela, extraímos elementos para a montagem biografemática do personagem que apontam para a vulnerabilidade radical do trabalho sexual que resulta na perda da vida do garoto de programa, assim como indicar de que modo Cícero enxerga a prostituição; a centralidade da masculinidade no mercado do sexo e o processo de descarte de corpos para o consumo sexual.
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