CORPOS, SOCIEDADE E ESPAÇOS ACADÊMICOS: IDENTIDADES SUBALTERNAS E O DESAFIO DA CIDADANIA
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.8470Palavras-chave:
subalternização, docilização, discurso acadêmico, normatizaçãoResumo
O entendimento do corpo como representação social, desvela outros corpos tal qual um correspondente simbólico e indissociável do sujeito da representação e de suas vivências. Isso é o que nos instiga a este artigo-investigação. Além de problematizar as dificuldades enfrentadas pela população transgênero e não-binária no que se refere à inserção social e laboral na sociedade brasileira, parte-se do desafio de reconhecer o transexual como cidadão/ã, apto/a a exercer seus direitos e garantias no Estado Democrático de Direito. Assim, este artigo analisa a percepção do corpo, refletindo sobre o contexto social de pessoas transexuais a partir do espaço acadêmico, especialmente no que se refere as leituras e enfrentamentos que fizeram e fazem para se sentirem incluídos. Para tanto, estabeleceu-se um diálogo entre as teorias de estudiosos como Michel Foucault e Judith Butler e os depoimentos coletados por meios digitais, caracterizando esta pesquisa como qualitativa, descritiva e analítica. Por meio deste movimento, foi possível contribuir na compreensão do processo histórico da configuração social das esferas educacionais de nível superior e da urgência de se discutir as questões de gênero nos espaços escolares, com vistas a promover a inserção dos sujeitos tidos fora da norma tanto no mundo do trabalho, quanto no social e no político, reconhecendo também sua posição de cidadania.
Downloads
Postado
Como Citar
Série
Copyright (c) 2024 Welson Santos, Paulo Vitor Teodoro, Flavia Borges Alves

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Plaudit
Declaração de dados
-
Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito


