Leituras antropológicas da educação e suas relações com o capacitismo na obra de Kamome Shirahama
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.7398Palavras-chave:
Capacitismo, Educação, Mangá, Kamome Shirahama, Atelier of Witch HatResumo
No presente artigo, temos como objeto de estudo o mangá de fantasia Atelier of Witch Hat, da roteirista e designer japonesa Kamome Shirahama. Nele, analisamos o universo acadêmico retratado na história e as relações com seus personagens, especialmente aqueles com deficiência. O objetivo central da pesquisa é compreender as ligações entre diferentes leituras antropológicas da educação e o processo de capacitismo estrutural estabelecido na sociedade fictícia do mangá, buscando entender como essas associações representam o contexto muitas vezes repressivo da educação. O projeto constitui-se como uma pesquisa qualitativa, de natureza teórica, tratando-se de um estudo de caso dos nove volumes iniciais do mangá Atelier of Witch Hat, publicados no Brasil entre julho de 2019 e novembro de 2021 pela editora Panini Comics. Como resultado, concluímos que a autora, ao criar uma história permeada por relações conturbadas entre mestres e aprendizes, permite-nos refletir sobre como a educação tradicional e fundamentalmente tecnicista pode ser pouco eficiente ao lidar com alunos que divergem do padrão de expectativas estimulado por uma sociedade que não observa o estudante em sua totalidade cultural, histórica e social. Dessa forma, somos induzidos pelo enredo a buscar por soluções subversivas a esse sistema, que podem chegar aos conceitos de educação libertadora e humanizada, como idealizados pelo patrono da educação brasileira Paulo Freire (1921–1997).
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Copyright (c) 2023 Vicenzzo Arrighi Spedo, Tatiana Machado Boulhosa

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