Reflexões sobre a Componente Fonológica na Gramática Gerativa
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.7356Palavras-chave:
linguística, gramática gerativa, sintaxe, fonologiaResumo
Ao longo da teoria gerativa, os modelos de análise sintática avançaram, bem como os modelos de análise fonológica, semântica, morfológica, lexical. Então, qualquer estudo de interface sintaxe-fonologia, por exemplo, encontra pelo menos dois problemas: (i) qual modelo sintático usar, e (ii) qual modelo fonológico usar. Neste trabalho, apresento uma visão histórica do tratamento da PF ao longo das propostas gerativistas, sejam elas sintáticas (Chomsky, 1981, 1986, 1993), sejam fonológicas (Chomsky, 1968; Nespor e Vogel, 1986; Duk-Ho An, 2007). Em seguida, mostro que, ao longo da história do programa gerativista, a Componente Fonológica assumiu pelo menos três funções: uma mais paramétrica, relacionada principalmente à fonêmica e à fonotática; uma mais universal, no sentido de delimitar o ritmo da sentença a partir de constituintes prosódicos presentes em todas as línguas; e outra mais sintática, no sentido de ser capaz de operar similarmente à sintaxe. Em seguida, proponho linhas gerais para os estudos futuros da interface sintaxe-fonologia na Componente Fonológica, sugerindo que os próximos estudos devem delegar as universalidades fonológicas à Gramática Universal, para reservar à Componente Fonológica apenas aquilo que é paramétrico nas línguas naturais.
Downloads
Postado
Como Citar
Série
Copyright (c) 2023 Roberto Gandulfo

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Avaliações
Nenhuma avaliação disponível
Plaudit
Declaração de dados
-
Os dados de pesquisa estão contidos no próprio manuscrito


