UM CURRÍCULO-DESBUNDE TATUADO NO CU
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.7231Palavras-chave:
Currículo, Gênero, sexualidade, cinema, cartografiaResumo
Por meio das teorias pós-críticas do currículo, temos como objetivo neste texto cartografar as dissidências de masculinidade que são produzidas no filme Tatuagem (Brasil, 2013, Direção de Hilton Lacerda) entendendo a potência do filme na educação do olhar para as diferenças de gênero e de sexualidade. O filme, um dos representantes da nova seara do cinema pernambucano, conta a história da relação amorosa entre Clécio, um artista tropicalista, e Arlindo, um tímido soldado que serve ao regime militar em pleno ano de 1978. Como metodologia, a cartografia, inspirada nos filósofos da diferença Gilles Deleuze e Félix Guattari, nos serviu de guia para uma atenção criativa e inventiva em torno das imagens. Concluímos que a experiência contracultural dos personagens de Tatuagem produz um currículo-desbunde que opera dissidências nas masculinidades em dois movimentos: 1) através da força da ironia e do deboche, da anarquia da linguagem e da performance e 2) por meio de um devir-mulher que sai pelo cu, este território de prazer abjetificado pela cultura heterossexual, mas que ganha força de rizoma no filme.
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Copyright (c) 2023 Alcidesio Oliveira da Silva Junior, Marlécio Maknamara

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