Entre o Outro e o Mesmo: Malangatana Valente Ngwenya na cidade de Recife/PE
DOI:
https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.7031Palavras-chave:
Malangatana Valente Ngwenya, Arte moçambicana, Arte africana, Gilberto Freyre, Lusofonia, Fundação Joaquim NabucoResumo
O trabalho visa analisar as tramas da presença do artista moçambicano Malangatana Valente Ngwenya (1936-2011) na cidade do Recife/PE em 1998, a convite da Fundação Joaquim Nabuco (FUNDAJ). Permanecendo na cidade por cerca de um mês, o artista produziu um mural para a instituição, teve obras expostas e vendidas e transitou por meios artísticos locais. As obras de Malangatana, um dos mais reconhecidos artistas africanos do século XX, tiveram uma circulação relativamente diminuta no Brasil, sendo destacável a exposição de nove pinturas na 19ª Bienal de São Paulo. Seu convite ao Recife foi, assim, pioneiro, paralelo a uma maior internacionalização pela qual passava o artista na década de 1990, mediada em parte por uma aproximação cultural com a ex-metrópole portuguesa. De parte da FUNDAJ, nota-se no interesse pelo artista uma possível herança teórico-política de Gilberto Freyre, fundador da instituição, de incentivo à relação entre países que passaram pelo colonialismo português, sob a narrativa de uma aproximação afetiva.
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